Sustentabilidade

Prezados Amigos e Colegas,

 

Com a notícia da semana passada, sobre o relatório do Greenpeace, que provocou uma multinacional de artigos esportivos, a chamar um de seus fornecedores, para saber sobre a origem do couro, volta nossa atenção para o assunto Sustentabilidade Corporativa.

 

Para abordar um pouco mais desse assunto, é preciso um pouco do referencial teórico e histórico.

 

No final dos anos 60, se inicia, nos Estados Unidos, um estudo sobre o sistema de avaliação de projetos de Instituições, chegando a três conclusões:

 

– Imprecisão, responsabilidade indefinida e avaliação conflitiva.

 

Em função desse estudo, na década de 70, surgem Métodos de Estruturas Lógicas para o desenho e avaliação de projetos, inicialmente nos Estados Unidos, depois, no Canadá, Paquistão e Alemanha.

 

O Método da Estrutura Lógica define níveis de responsabilidade:

 

a) Hipóteses, que são as premissas que analisam as incertezas, desde o início;

b) Pressupostos, que são as condições determinantes do sucesso em cada nível do projeto;

c) Insumos, que são os recursos que consumimos e as atividades que executamos;

d) Produtos, que são os resultados;

e) Propósito, que é a razão da Instituição de investir na produção dos resultados e;

f) Fim, que relaciona o projeto a objetivos maiores, comuns a várias instituições, ou nacionais.

 

Com isso, o conceito de Sustentabilidade passou a fazer parte da linguagem das Instituições, primeiro por empresas sem fins lucrativos, onde estava voltada apenas para recuperação de ativos financeiros investidos na produção, ou para condições de equilíbrio financeiro.

 

Porém, na década de 80, a noção de Desenvolvimento Sustentável foi introduzida, através de um artigo de Robert Allen, chamado “How to Save the World”, baseado em um livro publicado pelas ONGs IUCN e WWF e pelo Programa Ambiental das Nações Unidas.

 

Em 1988, a partir do relatório Brundtland, de nome “Nosso Futuro Comum”, iniciou-se uma ampla discussão, aceitação e impacto mundial, em meios políticos e científicos.

 

Com isso, surge a primeira definição de Desenvolvimento Sustentável como: “Aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade das gerações futuras atenderem suas próprias necessidades”.

 

Ou seja, o termo Sustentabilidade passa de apenas uma contabilidade de ativos para um foco mais amplo de uma gestão duradoura e equilibrada.

 

Hoje, a Sustentabilidade Corporativa é analisada, nos termos de Gestão, de três formas, onde a Sustentabilidade Ambiental analisa a proteção ambiental, a Social analisa a comunidade e a equidade e a Econômica analisa o crescimento econômico.

 

Para a Sustentabilidade Ambiental, podemos citar algumas ações que podem ser tomadas pelas empresas:

 

– Eficiência Energética;

– Uso de equipamentos com menor consumo de Energia;

– Uso de energia menos poluente e Tecnologias limpas;

– Conservação de Água;

– Tratamento de Esgoto e Efluentes;

– Gestão adequada de resíduos (3R – Reduzir, Reutilizar e Reciclar);

– Uso de papel reciclado;

– Processos ou programas de redução de uso de papel;

– Uso de madeira certificada, em manutenções ou confecções de mobiliário;

– Compra de móveis que usem madeira certificada;

– Eliminação de mercúrio em equipamentos e materiais;

– Descarte adequado de lâmpadas fluorescentes;

– Diminuição de ruídos externos (ar condicionado, caldeira, carga e descarga);

– Uso de frota de veículos com combustíveis menos poluentes;

– Uso de tecidos orgânicos;

– Gestão de projetos LEED (Leadership in Energy & Environmental Design), conforme o Green Building Council.

 

Para a Sustentabilidade Social, também podemos citar algumas ações que podem ser tomadas pelas empresas:

– Diversidade em RH;

– Gestão de Fornecedores;

– Compra e uso de produtos locais;

– Reverberar ações nos fornecedores e clientes;

– Alfabetização de colaboradores e fornecedores;

– Código de Ética;

– Ouvidoria;

– Relações com a Comunidade;

– Acessibilidade;

– Gestão de Risco (social e que possam influenciar a comunidade);

– CIPA e Segurança do Trabalho;

– Empresa livre do Fumo;

– Adoção de praças e espaços públicos;

– Programas culturais para a comunidade;

– Programas nutricionais e de incentivo a esportes.

 

Para a Sustentabilidade Econômica, também podemos citar algumas ações que podem ser tomadas pelas empresas:

– Gestão Eficiente de Recursos;

– Gestão de Riscos (que possam influenciar a imagem e questões financeiras da empresa);

– Uso de Financiamentos dirigidos para empresas sustentáveis;

– Uso da melhoria da imagem como preferência dos clientes e reconhecimento público;

– Obediência a normas, leis e regulamentos que evitem multas ou prejudiquem a imagem da empresa;

 

Nas Instituições Hospitalares, muitos dos exemplos acima devem ser implantados.

 

Mesmo que a Sustentabilidade Econômica possa sobrepor às demais, nossa missão, que é a saúde, deve levar em conta às questões Ambientais e Sociais.

 

Agradeço mais uma vez às contribuições e sugestões no Blog e no Web-Site.

 

Luciano Martins Gehrke

 

gehrkeluciano@hotmail.com

 

http://www.gerenciamentodecrise.com.br/site

 

https://engenharianasaude.wordpress.com/

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