Acessibilidade

Prezados Amigos e Colegas,

Na Instituição em que trabalho em São Paulo, nas últimas semanas, acompanhei as visitas de uma arquiteta contratada pela Prefeitura, para avaliação de critérios de Acessibilidade no prédio.

Fiz questão de acompanhá-la pessoalmente, pois vi uma grande oportunidade de aprender sobre o assunto e de poder também avaliar, na visão do programa, meus conhecimentos.

Conforme podemos acessar no web-site da Prefeitura de São Paulo,

http://www.prefeitura.sp.gov.br ,

iremos encontrar o Sistema de Acreditação, que está hospedado no endereço:

www.acessibilidade.prefeitura.sp.gov.br/sacre

Nesse endereço iremos encontrar os detalhes do sistema, conforme abaixo:

“A Prefeitura de São Paulo implementou um Sistema de Acreditação em Acessibilidade, lançado no mês de setembro de 2008, que tem como objetivo promover o reconhecimento público de ações afirmativas de acessibilidade em locais de uso coletivo, como por exemplo, bares, restaurantes, cinemas, agencias bancárias, entre outros.”

“A adesão ao Sistema é feita de forma voluntária, pois o objetivo é ‘premiar’ o estabelecimento que empreender esforços concretos no sentido de atender a norma técnica de acessibilidade NBR 9050/04.”

“O sistema terá cinco níveis, representados por estrelas.”

“Cada estrela equivale a uma porcentagem atingida dos itens exigidos, o imóvel receberá um certificado e uma placa para oficializar o processo.”

Ao acompanhar a visita na minha Instituição, lembrava-me sempre da frase abaixo, que também está no website da Prefeitura.

“Quando pensamos em uma pessoa com deficiência física, por exemplo, quase nunca nos damos conta da quantidade de acessos que são necessários para que ela possa ter a autonomia necessária para circular por aí.”

Os detalhes de acessos, calçadas, escadas, grelhas, tapetes, rampas, degraus, larguras de portas, corredores, alturas e tamanhos de maçanetas e corrimões.

As dificuldades para usar um telefone público, um sanitário, um bebedouro para tomar água ou uma máquina de café, para pedir informações em um balcão alto, sem recuo para as pernas.

A falta de placas de sinalização com cores e letras de tamanho maior, para idosos e, em Braile, para deficientes visuais.

Independente de nossos clientes, na área hospitalar, estarem acompanhados de familiares ou de assistência de enfermagem, nos deslocamentos internos da Instituição, é preciso nos colocar no lugar deles para recebê-los de forma mais adequada.

Além de termos o chamado foco no cliente, devemos usar o foco deles, para perceber essas deficiências.

Pois, conforme menciona José Carlos Teixeira Moreira, diretor da Escola de Marketing Industrial (EMI), citando a metodologia do Instituto Picker:

“Foco do cliente é a possibilidade da organização vislumbrar a paisagem que ele vê e somar as suas competências à visão das coisas dele. Já, o foco no cliente é o mesmo que nos postarmos à sua frente, de costas para o que ele precisa, ouvindo o que ele pede. E, uma empresa que ouve a voz dos clientes, está atrasada uns 20 anos pelo menos”.

Cabe a nós da área da Engenharia e Arquitetura, ter esse foco e pensar em cada um desses espaços, acessos e equipamentos que estamos projetando ou reformando e disponibilizando ao uso dos nossos clientes.

Há no website da Prefeitura de São Paulo, a possibilidade de fazer download de livros sobre acessibilidade que podem nos auxiliar a entender como nossas empresas devem estar preparadas, desde a calçada externa, o estacionamento, até o quarto ou sala de atendimento dessas pessoas com necessidade especiais.

A norma NBR 9050/2004 da ABNT, sobre acessibilidade, também deve ser consultada para nosso aprendizado.

Reproduzo a mensagem do web-site, para que seja posta em prática:

“Mudar a cidade será uma proposta real quando todos pensarem na acessibilidade com a mesma naturalidade em que pensam construir suas casas ou lojas com quatro paredes e um teto.“

Agradeço novamente a todos pelas contribuições e comentários no Blog.

 

Luciano Martins Gehrke

gehrkeluciano@hotmail.com

http://www.gerenciamentodecrise.com.br/site

https://engenharianasaude.wordpress.com

Uma resposta to “Acessibilidade”

  1. Jorge L.Negretto Says:

    Luciano.
    Parabéns pela escolha do tema!
    Sensacional a citação: “Foco do cliente é a possibilidade da organização vislumbrar a paisagem que ele vê e somar as suas competências à visão das coisas dele. Já, o foco no cliente é o mesmo que nos postarmos à sua frente, de costas para o que ele precisa, ouvindo o que ele pede. E, uma empresa que ouve a voz dos clientes, está atrasada uns 20 anos pelo menos”.
    As empresas que tiverem esta visão e a colocarem em prática, terão o que buscam: Fidelização do Cliente.
    Sucesso!

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